quarta-feira, 11 de julho de 2012


FLA-FLU: UM JOGO DE RIVAIS



Perguntaram-me uma vez: “Qual é o maior clássico carioca: Fla-Flu, ou Vasco e Flamengo?” Logicamente, uma vez que sou tricolor, será sempre mais importante o jogo em que o meu time se apresenta.

Mas o Fla-Flu tem algo especial. Não é um jogo comum e nem é pela torcida que ele seria o mais interessante. Acontece que o Fla-Flu é um jogo onde, realmente, a grande protagonista é a rivalidade. Quando divergimos com nossos amigos e dizemos que “ficaremos de mal” – quando criança eu vivia dizendo isso –, falamos sem pudor. Afinal de contas já esperamos que seja assim. Não é algo tão grave. Vivemos no mundo e para facilitar nossas vidas, nos separamos daqueles que divergem de nossos pontos de vista e não querem realizar, conosco, os sonhos que, sendo nossos, queremos que sejam aceitos por todos como sendo de todos. Assim, partimos em retirado, quando percebemos que não iremos convencer e o outro sonho, então vitorioso, não terá nada haver com os nossos mesmos.

Assim, fora da família, pouco importa se não nos querem, ou não nos importa. Não há rivalidade nisso, há a costumeira luta pelo lugar na sociedade, para que sejamos aceitos da melhor maneira possível.

Agora, ser rejeitado, ou ter a sua ideia desacatada dentro de sua própria casa é um absurdo. Queremos morrer, ou matar, porque perdemos o posto que achávamos ter por direito.

Foi justamente isso que aconteceu no Fluminense de 1911. Um se sentiu ofendido por ser preterido, outro por não ter sido aceita a sua ideia pela maioria. Acontece, que estávamos falando de um único time. Todos jogavam para o mesmo lado. Quando a discussão aconteceu e um finalmente viu que perdera a razão, optou pelo motim. Ao que, concomitantemente, outros se juntaram ao rejeitado e assim aconteceu a separação que seria definitiva. Aliás, impossível de ser restaurada, agora que ambos se tornaram gente grande.

Com certeza, dói até hoje no coração tricolor a perda do que foi gerado. E, dentro do ceio rubro-negro o sentimento de saber-se menor que o outro, ainda é causa de revolta.

Por isso mesmo, o Fla-Flu é o único clássico com verdadeiro motivo para existência dessa centenária rivalidade. Esses dois são rivais. Os outros clássicos são consequências da seleção natural. Isto, porque dentro do mundo temos que mostrar que somos capazes de viver para sempre.

Agora, a rivalidade verdadeira, mede forças entre iguais. Jamais entre estranhos. Daí, não existir jogo mais feroz e infinitamente brigado. Nada é mais gritante que aquelas vozes que geraram tal cisma.

Hoje: cem anos. Daqui pra frente: mais cem. E assim por diante: eternamente.



PS.:Tem uma coisa maravilhosa no sitio da Globo. De-em uma olhada no texto montado para 2 crianças protagonizarem. Está sensacional.
http://globoesporte.globo.com/futebol/100-anos-de-fla-flu/

segunda-feira, 2 de julho de 2012

QUERO FALAR DE MÚSICA


Hoje quero falar de música. Novidade, não? Eu adoro falar de música aqui.

Bom, é que eu estava lembrando a conversa durante a formatura de minha sobrinha.

Lá, eu escutava os meninos falando e uma convidada, revelou que não gostava de Caetano Veloso por não gostar da voz de Caetano.

Caramba, como é enriquecedor poder falar sobre isso.

Gente: não ouvimos música pelo único e exclusivo motivo de uma voz de cantor.

Os timbres bonitos ajudam, mas não são tudo o que buscamos na música. Os motivos para ouvirmos mais canções, são tantos... Nem todo momento é para queremos nos deslumbrarmos com belos timbres. Muitas vezes, e são a maioria delas, os motivos são outros.

Queremos ouvir um bom cantor? Siiiiiiiiiim! Mas também: queremos um bom canto de protesto quando estamos chateados com alguma coisa.

Queremos ouvir uma história de amor que mesmo mal cantada nos revela sentimentalismos baratos que nos inspiram. Que chega a nos encher do ar do amor.

Queremos trabalhar sentindo uma pulsação forte dando forças aos nossos braços. Queremos por um menininho para dormir, uma gatinha para descansar e uma mãezinha de cabelos brancos, para lembrar como nós éramos infantis.

A música serve para tudo isso e muito mais, gente.

Que seria de nós se só houvesse Caetano Veloso? Que seria de nós se não houvesse Caetano Veloso?


PS.: O clip é da música "Uns". Uma pequena ilustração do que acabo de dizer.

quarta-feira, 23 de maio de 2012


O QUE FALTA AOS ARTISTAS DE HOJE EM RELAÇÃO AOS DOS ANOS 30 E 60?

Minha sobrinha deve estar com saudades destes posts. Por isso resolvi escrever.

Sabem, a semana passada eu tive uma deliciosa conversa com um amigo gaúcho. Ele é jornalista, aposentado e viveu várias coisas durante os anos de chumbo e até hoje, com certeza. Ele é um grande homem e seu nome é Telmo. Seu Telmo é intelectual e sua família toda seguiu o curso deste grande pai. Ele tem três filhas. Lorenza está dodói, operou o pezinho e vai andar de cadeira de rodas por uns bons 3 meses. Por isso que nos encontramos, eu e a Zila fomos visitar nossa amiga intelectual em seu leito de dor. Tem a Milena e também a ..., esqueci o nome. Mas, não importa. O que importa é a conversa com Seu Telmo. Falamos sobre tudo e tudo regado a um ótimo vinho português. Daí, lá pelas tantas, resolvemos conversar sobre música e sobre os grandes nomes. Coincidência ou não, gostamos dos mesmos grandes nomes. Seu Telmo, então, me faz uma pergunta: Jóia, me diz uma coisa, por que você acha que hoje não vemos mais grandes artistas como os dos anos 30 e 60, que, na minha opinião, e acho que você concorda, são os grandes momentos de nossa arte? Completei, e não só na música: cinema, teatro e arquitetura deram um supersalto nessa época. Os de 60 graças a nossa queria Brasília, que estava começando a nascer.

Mas, vamos a resposta. Eu acredito que naquela época existia uma coisa que propiciava este bul cultural: Cultura era valorizada nas escolas. Nunca tivemos uma educação maravilhosa, mas naquele momento, era fato que existiam cursos escolares que união o jovem a cultura. Aprendia-se o português e o latim, o canto orfeônico e a filosofia. Matérias que instigavam a cultura e o saber artístico de cada pessoa. Sendo assim, se entendia mais o que era proposto como arte nova para o povo Brasileiro.

Hoje, infelizmente a educação perdeu esses instrumentos de intelectualidades e por isso o povo não se identifica com a arte intelectual feita no Brasil. Limitando-se unicamente a apreciar superficialmente o que é posto pela televisão, que não lhes dê trabalho  de pensar ou ter que buscar entendimento.

Os artistas estão aí. São muitos. São independentes e criadores de primeira. Mas, não encontram feedback no público, que já não aprecia arte como se buscava apreciar durante os anos 30 e 60.

Bom, minha sobrinha deve ter se amarrado.

É isso aí.

Hoje temos  Fluzão jogando contra o Boca Jrs, É dia de guerra e de guerreiros artistas como antigamente.

Tudo de bom!
Jorge Jóia
PS.: Minha sobrinha podia ver este filme. É maravilhoso.
http://www.youtube.com/watch?v=ijH977Ef5tM

segunda-feira, 9 de abril de 2012


VELOSO É ARTISTA DA CONTEMPORANEIDADE



Esta semana estava me lembrando que minha sobrinha se formou. É um fato maravilhoso. A família estava super feliz e comemoraram muito. Além de pagar um jantar maravilhoso para os que estavam juntos.

Bom, isso foi o acontecido: comemoração pela formatura da minha sobrinha. Só que aconteceu algo lá, que eu posso chamar de oportunidade maravilhosa. Afinal me deu material para fazer mais um post para o meu blog.

Acontece que a minha sobrinha tem uma amiga. Esta amiga estava conversando à mesa com um dos irmãos de minha sobrinha, discutindo sobre cantores e cantoras. Eu sou um tanto “entrão”. Principalmente quando estão falando de arte. E percebi que discutiam sobre Caetano Veloso. A amiga não gostava de Caetano, porque achava a voz ruim. Perguntei a ela qual a voz de cantor que ela achava bonita. Ela me disse que eu não iria conhecer pois eu era da antiga. Aí falei para que ela dissesse uma voz que eu conhecesse. Ela disse John Mayer. Eu conheço bem o cantor e acho que é muito bom. Mas, definitivamente o que me chama atenção nele não é sua voz e sim o ritmo que explora ao violão, que se assemelha aos das canções de Djavan, Gilberto Gil e outros. Ele é um americano que adora a percussão brasileira.

Disse isso para a menina. E depois completei. Caetano Veloso, entre tantos músicos brasileiros, nos encanta não pela sua voz e sim pela estética artística. O compromisso de Caetano Veloso com o contemporâneo e os fatos que nos incomoda, e ainda seu apego ao cuidado de como cada palavra ou cada nota deva ser apresentada, é o que nos inspira e atrai em seu trabalho artístico. Coisas que é muito difícil encontrar similar nos artistas mais modernos.

Ela entendeu o meu ponto de vista. Ficou encantada e brincou dizendo que iria ouvir mais Caetano Veloso. Eu, disse que meu objetivo era só fazê-la pensar mais no artista. Muitas vezes perdemos pelo simples fato de não querer saber o porquê que todo mundo, menos nós mesmos, gostam de fulano e aparentemente sem motivo. Tudo na vida deixa um porque em nosso intimo e o melhor é irmos atrás do que é.

PS.: Minha sobrinha formou em Pedagogia.



sábado, 3 de março de 2012

MANDAMENTO DIFÍCIL!


"AMAR AO PRÓXIMO. QUALQUER PRÓXIMO."
Estive, desde o início deste ano, ou desde o ano passado, pensando na dificuldade que é o mandamento de Jesus: Ama ao teu próximo assim como eu vos amei.
Como isso é difícil. Jesus, o Cristo; não tinha pudor quanto a distribuir amor. Ele simplesmente amava e simplesmente deixava claro que para se estar no mesmo reino que ele, quer era o reino de Deus, o discípulo deveria amar como ele amou.
O mandamento tem uma versão anterior a esta, que Jesus também citou: Ama ao teu próximo como a ti mesmo.  Bom, isso era mais fácil. Eu só tinha que me conhecer e... assim como me amo, amar aqueles que considero meu próximo. O problema é que tenho que me conhecer, pois eu sou o ponto de partida. Mas, e se eu me quiser muito mal? Então vou fazer mal a outros sem ao menos perceber. Mas tem um jeito: como meus instintos me avisam que tenho que me proteger, logo, vou entender que eu não posso deixar de proteger ao meu próximo. Solução encontrada. Assim dá pra pensar em viver mais próximo do meu próximo. Próximo, então, passará a ser a extensão da minha existência. Que coisa interessante, não é?. Cristianismo puro é muito lindo. Mas, tem um outro mandamento que diz o seguinte: Ama o teu inimigo, ore pelos que te perseguem. Ora aí é duro demais! Mas é isto mesmo que o mandamento diz. Então... como viver isso? Isso é muito complicado, muito difícil. O problema é que mandamentos não estão aí para serem julgados e sim para serem cumpridos. Mas esse... é de doer de difícil. Olhe: amar ao meu próximo, e aqui no Brasil eu colocaria nesse bojo: todos os meus entes queridos, meus irmãos, minha mãe, minha sogra, minha esposa e por aí vai... Ah, o meu pai também, pra não dizerem que machista. Agora: Venhamos e convenhamos amar essa gente toda é muito fácil. Vou pegar como exemplo minha sobrinha: Eu adoro a minha sobrinha. Essa que tem um blog. Ela é muito sensacional. Eu consigo amar esta menina por vários bons motivos: ela é engraçada, o que a deixa simpática; ela é companheira, o que a aproxima dos outros, pois está sempre disposta a ajudar; ela retribui o amor que eu tenho para com ela me amando também; e ela é tricolor, gente! Quer coisa mais fácil de se amar? Uma menina que adora vestir verde, vermelho e branco. Gente, amar a Minha Sobrinha Que Tem Um Blog, é muito fácil. Eu amo e ainda recomendo. Mas, ao meu inimigo? Aquele que me odeia? Que me quer ver pelas costas? Que pode passar sem mim, ou ainda, em cima de mim se quiser? Que coisa braba. Não sei se é possível. Porém, é isso que Jesus o Cristo, deixou como mandamento. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo. Como não se fez entender que o próximo ali era QUALQUER PRÓXIMO, ele deixou mais um: Ama ao teu próximo e ao teu inimigo, também.
Um beijão para todos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Texto do Nelson Bomilca

Resolvi postar este texto do Nelson, porque nos últimos dias andam falando que o artista é metido e dentro da igreja não deve haver esse tipo de pessoa. Dentro da igreja não deve haver esse tipo de pecador. Profissional da arte, tem que ser da porta pra fora da igreja.
Bomilca é pastor e está na igreja desde os Vencedores Por Cristo. O cara é um vencedor. Esse texto, portanto, é para ser levando em consideração. Minha sobrinha até deve concordar... Sem preção, hein!


O MÚSICO: NA IGREJA E COMO PROFISSIONAL


 O artista em geral e no caso, o músico, tem uma realidade muito  complexa, tanto dentro ou fora da igreja. Infelizmente durante muitos anos foram incompreendidos e marginalizados em sua atuação. Esta realidade foi um pouco atenuada fora do país, por causa de uma mentalidade mais aberta e por se valorizar a arte como base de uma educação de um povo. Nem todo músico é boêmio (idéia arraigada, infelizmente) e tem uma possibilidade enorme de adorar a Deus através de sua vida profissional.
As barreiras são muitas para que trilhe este caminho: barreira familiar, quando os pais se assustam com a opção de seus filhos se tornarem profissionais, já que em nossa cultura isto não é valorizado; barreira educacional, já que o ensino de música não é obrigatório nas escolas municipais e estaduais, levando o aspirante a músico a brigar por algumas vagas oferecidas por escolas do governo ou migrará para o ensino particular ou em escolas superiores particulares, e a própria barreira profissional, com poucas oportunidades oferecidas em seu mercado de trabalho..
Quando fui estudar contrabaixo na Escola Municipal de Música em São Paulo, em 1971, ouvi do meu professor que deveria optar por outro instrumento, pois as orquestras municipal e estadual, inclusive a jovem, já tinham instrumentistas suficientes nestes instrumentos para os próximos 20 anos. Isto é, se optasse pelo instrumento, teria poucas chances de trabalhar profissionalmente aqui, a não ser dando aulas ou formando um grupo de jazz.
Em nosso mundo evangélico brasileiro ainda se questiona se o músico ou artista pode exercer seu dom e capacidade de forma profissional e não só de forma amadora. Há muita ignorância teológica sobre o uso das artes, parecendo inclusive que esta dimensão está excluída de uma vida cristã saudável.
Parece que o músico, ou o artista em geral, vive num planeta à parte, muito mais sujeito às tentações e lutas do que os outros profissionais. Para quem trabalha pastoralmente como eu e está envolvido com aconselhamento, sabe que isto não é verdade, pois estamos sujeitos a toda a sorte de provações e tentações em qualquer área e ambiente em que se vive.
A idéia em nosso meio é a seguinte: o músico ou artista que se converte precisa “abandonar” o mundo e a “velha” vida, diferenciando-o de outros profissionais (médico, dentista, professor, bancário, etc.) que passam pela mesma experiência de conversão, como se estas profissões fossem “santas” e a dele não. O fazer tudo para a glória de Deus (1 Cor. 10.31) continua valendo para todos, e todos os profissionais cristãos terão áreas de tensão e que terão que se posicionar por causa do cristianismo, considerando a ética e a moral cristã, além dos valores do reino de dignidade e justiça.
Graças a Deus temos a experiência de Lutero e dos irmãos Wesley, por exemplo, que além de teólogos, eram músicos. Deus é o Supremo Artista, e Sua capacidade de criação se vê em todo o universo. Precisamos resgatar em nossa teologia, a teologia das artes.
Tenho ouvido este resgate nos últimos tempos através de ministrações do Gerson Ortega (SP), Carlinhos Veiga de Brasília e Sidney Costa, coordenador do Louvale em São Jose dos Campos, além dos irmãos da Associação de Músicos Cristãos (AMC) e que tem ajudado os artistas da igreja em seus posicionamentos e decisões.
O músico cristão recebeu dons e talentos para criar, para executar, para exercitar com excelência e integridade na adoração e no testemunho diário. Não somente na igreja, mas dando testemunho de Jesus em seu meio ambiente, sendo sal e luz do mundo. O músico precisa ser responsável em seu ambiente de trabalho. O músico está envolvido na missão que recebemos como crentes, além de poder usar a música para seu sustento digno.
Consideremos alguns aspectos:

O músico necessita de apoio espiritual
É importante um trabalho de discipulado para que seja transformado em seu caráter como pessoa e para que tenha sabedoria no uso de seus talentos. Apoio de oração para que seja luz em seu ambiente de trabalho e para que persevere em meio à lutas de sua realidade e irmãos e autoridades que o avaliem e aconselhem.

O músico precisa de espaço e oportunidade
Não devemos olhar o músico ou artista com preconceito mas sim, viabilizar oportunidades para que ele possa servir a Deus na igreja com alegria, humildade, excelência e integridade. Não somente na igreja, mas fora do ambiente dela para que mostre que é possível um artista servir a Deus exercendo sua profissão com a dignidade que ela tem.  Mais de 70%  dos artistas das grandes orquestras e coros dos grandes centros e também os populares, saíram de igrejas evangélicas. Não podemos nos conformar com esta perda.

O músico precisa de preparo
É fundamental o músico se  preparar para dar o seu melhor ao Senhor e executar sua música com excelência. Dedicar o melhor e não o pior ao Senhor, sempre com um coração singelo e integro. A igreja sempre que possível deve ajudar para que os que se dedicam sejam abençoados e cresçam em seu serviço e ministério.

O músico precisa de sustento
Obviamente nem todos poderão ser sustentados pela igreja, mas precisamos ser sensíveis e ajudar àqueles que estão se dedicando para este trabalho e ministério continuamente na igreja local. É sabido que as oportunidades dos músicos de exercitarem as suas profissões e, ainda mais, ganhando para isso, são muito escassas em nosso país. A maioria dos músicos consegue sustento dando aulas, gravando, e tocando em festas, casamentos, orquestras e coros, e poucos, com artistas expostos na mídia.
O crescimento de oportunidades no ambiente evangélico aumentou e muito, para a atuação profissional e ministerial, e a música cristã ou gospel representa  hoje 30% da produção fonográfica nacional, além de programações independentes para a rádio e TV aberta ou paga.
Junto com isto é preciso que se mude a mentalidade, para favorecer a atuação dos artistas cristãos. Vamos dar mais um passo para beneficiar esta geração e a próxima, e que os músicos e artistas tenham sempre discernimento e maturidade para viver de maneira digna do evangelho que abraçaram.

É só seguir e se esbaldar com os post deste pastor de verdade.

Um grande abraço.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O QUE SERIA DO MUNDO SEM POESIA?


                   A pergunta foi feita em um programa evangélico que sai da internet no site “Koinonia” e o nome do programa é Papo na Rede.
                  Entretanto, penso que talvez, a pergunta deveria ser: O que seria do mundo sem a ilusão?
                  E por que eu penso assim? Porque a poesia me parece uma ilusão. E, talvez, seja por isso que ela nos chega tão bem aos ouvidos, aos olhos, ao nosso sistema olfativo, aos nossos toques.
                 A poesia é responsável em destacar a beleza. Mas, como todos sabemos, toda beleza é passageira, mesmo as que a lupa da poesia consegue nos mostrar em palavras, desenhos, pinturas, moldes e sons magníficos.
                A poesia em si, é tão efêmera, quanto a cena que ela recria levada embora pelo tempo. Bem aventurados são aqueles que conseguem fazer perdurar, por vários anos, tempos enormes, o belo por ele encontrado em determinado momento de sua vida.
               Assim como sua própria triste e finita vida, este momento vai passar. Mas, como o poeta foi sagaz, durou infinitamente no fundo escondido das entranhas de quem apreciou tal instante recriado pela ilusão que é a poesia.
               Não, eu não sei o que seria do mundo sem a ilusão. Porém, não seria suportável, com certeza, tanta realidade.
Esta música de Chico Buarque é poesia pura. Um retrato de pura ternura.
e aqui uma poesia visual impagavel:

Isto é simplesmente: Poesia. Ou ilusão de beleza.

Um beijo a todos.
Ps.: Espero que a minha sobrinha se eleve com essa visão.
Ps.: E é claro, todos vocês também. 

E para quem ficou interessado, aqui vai o endereço do Bate papo na rede do Koinonia Online:
É um site evangélico que traz, entre outras coisas, programas video e audio online, ao vivo e é claro, com um caixa de programas arquivados. Os temas são sensacionais. E eles trazem convidados. Vocês podem gostar muito.
Um abraço, mais uma vez.